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domingo, 27 de março de 2011

Dieta das mães pode prejudicar saúde dos filhos



Gordura é fundamental para o desenvolvimento e saúde durante a infância



Muitas mães, preocupadas com a boa forma, enchem o carrinho do supermercado com produtos pouco calóricos - principalmente em versões light e diet. O problema é que esses alimentos não são específicos para crianças, que acabam entrando na dieta "por tabela".
Segundo Vilma Mariko, pediatra chefe do pronto atendimento infantil do hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, esses produtos têm teor de gordura reduzido, nutriente essencial para o bom funcionamento do organismo infantil.

- As gorduras boas compõem as membranas celulares, responsáveis pela capacidade intelectual. Elas também ajudam na absorção de algumas vitaminas, como A, D, E e K, chamadas de lipossolúveis. Já a gordura trans deve ser evitada.
Além de não suprir as necessidades das crianças, produtos light podem contribuir para que - vejam que ironia - os pequenos engordem. Segundo estudo publicado pelo jornal Obesity, alimentos com valor energético reduzido podem levar ao aumento da porção consumida e, consequentemente, ao aumento de peso. O problema, neste caso, é que a habilidade de controlar a ingestão de energia, por meio do paladar, fica desregulada.

A nutricionista Mariana del Bosco, da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica), explica ainda que alimentos específicos para quem está de dieta contêm substâncias que devem ser evitadas durante a infância - a não ser que haja uma indicação contrária de um médico ou de um nutricionista. O mesmo vale para o leite desnatado, que possui metade das calorias e das gorduras presentes na versão integral.

- Até completarem quatro anos, as crianças não devem beber leite desnatado.

Outro cuidado é com relação ao tamanho das porções.
- De maneira geral, a dieta deve ser balanceada, contemplando todos os grupos de alimentos, em porções ajustadas.  
Vale lembrar que a ingestão de guloseimas açucaradas deve ser moderada. O pediatra Vae Dichtchekenian, do Hospital Israelita Albert Einstein, explica que o prato de qualquer criança saudável - independentemente da idade - deve ser constituído da seguinte forma: 50% de carboidratos, 25% de proteínas e 25% de gorduras.

Controle o peso do seu filho

Segundo a médica Zuleika Halpern, especialista em endocrinologia infantil, a obesidade é uma doença multifatorial. No Brasil, uma em cada três crianças - com idade entre cinco e nove anos - está acima do peso recomendado pela OMS (Organização Mundial de Saúde), apontou uma pesquisa realizada pelo IBGE e divulgada no ano passado.
- Nesses casos, o ambiente e a carga genética exercem grande influência. Se um dos pais for obeso, o risco de a criança também se tornar é de 50%. Se ambos forem, a possibilidade sobe para 80%.
Para manter os pequenos em forma, a endocrinologista recomenda aos pais que incentivem a prática de atividades físicas e que façam o ajuste no consumo calórico dos pequenos - sempre com a orientação de um nutricionista.
Dicas simples, mas que funcionam, são: liberar o consumo de doces e de frituras apenas nos finais de semana e nas festas, e evitar a compra de guloseimas calóricas e gordurosas. Se a tentação não estiver na despensa, todos se acostumarão a ficar sem ela. Para finalizar, incentive seus filhos a comer mais frutas. Além de ser uma opção mais leve de sobremesa, são ricas em nutrientes necessários para o desenvolvimento saudável.


Fonte: entretenimento.r7.com

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