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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Momento Reflexão


" Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta. Antes idiota que infeliz!"

Arnaldo Jabor

Então pessoal, dê carinho para seu namorada (o), marido,esposa ou pessoa que você ama, aproveite o máximo que puder, não se sinta bobo(a) por demonstrar amor, apenas viva intensamente, pois como diziam os antigos "quando se morre tudo fica para trás" não levamos bens materiais conosco, então porque não amar intensamente e ser feliz né! Curta seu amor!

Beijos a todos! Vivian Maria

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Curiosidade sobre as baratas: ECa!




1 – Barata andando pela casa durante o dia não é bom sinal:
As baratas não dormem, mas sabem que é hora de se recolher quando percebem a claridade e só saem quando escurece. Dentro das casas, a hora de ficar quieta no seu canto é enquanto o homem está ativo, oferecendo mais riscos a ela. Então, se você tiver um infeliz encontro diurno com o bicho, fique muito (mas muito mesmo!) preocupado. Baratas em atividade durante o dia indicam que a população está muito alta e não há esconderijos para todas.
2 – As baratas caseiras não têm nenhum papel na cadeia ecológica:
Não precisa ter dó de dar aquela chinelada: aqueles monstrengos que vez ou outra aparecem na sua casa para comer restos de comida e disseminar o pânico não têm nenhuma função nobre no equilíbrio da natureza – são só uma praga, e ainda carregam doenças. Mas as que vivem na natureza são importantes, já que contribuem para a reciclagem do material orgânico e servem de alimento para vários predadores.
3 – Elas têm pelinhos no traseiro que lhes dão informações detalhadas sobre o inimigo:
Você que já tentou matá-las sabe: o bicho é rápido e tem um baita reflexo. Isso se deve em boa parte a dois pelinhos que a barata tem no traseiro, chamados cercis. Eles são capazes de perceber movimentos sutis do ar e lhe permitem obter informações sobre possíveis ameaças, como localização, tamanho e velocidade. Além disso, elas enxergam muito bem, mesmo quando não há luz, e seus ouvidos são capazes de detectar até os passos de outra barata.
4 – Elas podem roer os seus lábios enquanto você dorme – e deixam ali microrganismos que causam doenças: 
Esta é para você nunca mais dormir tranquilamente: as baratas têm o hábito horroroso de roer os lábios das pessoas durante o sono para pegar partículas de alimentos. Isso é ainda pior se considerarmos que os bichos podem carregar a bactéria da peste, da febre tifóide, da cólera, o vírus da poliomielite, de um tipo de herpes e ainda podem transmitir vários tipos de conjuntivite. Escova de dente, para que te quero!
5 – Elas têm uma capacidade incrível de se multiplicar e os ovos vingam mesmo quando a mãe morre: 
Sabe aquela gosma branca nojenta que explode quando você esmaga a barata? Aquilo é gordura e contém as reservas de nutrientes que vão alimentar as células do inseto quando faltar comida. Ali também existem algumas dezenas de ovos, que podem vingar mesmo depois que a mãe morre. A capacidade de reprodução das baratas é incrível: em 150 dias de vida, uma única fêmea consegue botar cerca de 320 baratinhas no mundo.
6 – As baratas conseguem viver vários dias sem cabeça
Além de conseguir ficar até um mês sem se alimentar, o inseto ainda é capaz de sobreviver por vários dias sem a cabeça. É que suas principais estruturas vitais ficam espalhadas pelo abdômen e, nesses casos, um gânglio nervoso no tórax passa a coordenar os seus movimentos, permitindo que fujam das ameaças. Como seu corpo tem um revestimento de células sensíveis à luz, ela ainda pode localizar e correr para as sombras. Qual a forma mais eficaz de matá-las, então? Anote: aerossóis e outros produtos na forma líquida são eficientes contra a barata de esgoto (Periplaneta americana); para matar a barata de cozinha (Blattella germanica), as formulações gel são as mais indicadas.
7 – Para fugir delas, só correndo para as calotas polares: 
Apenas 1% das mais de 4 mil espécies são caseiras. As outras vivem na natureza, e são tão danadas que conseguem viver em quase todos os ambientes naturais, de desertos a florestas tropicais. A sua grande barreira ecológica é o frio intenso, mas nem adianta fugir para a Noruega ou a Finlândia: elas aparecerão em versões minúsculas e vão querer se aquecer no quentinho da sua casa nórdica. A única solução é correr para as calotas polares.
Fonte: <http: www.acidezmental.xpg.com.br>


Muito interessante ne!...Mas só de pensar que as baratas gostam de roer os lábios enquanto a pessoa dorme, para comer restos de comida, dá muito arrepio e nojo...Mas será possivel, que na boca de quem ela roer, o dito cujo não sentirá sua presença, pois ela deve ser fria também, tem que ter um sono muito pesado mesmo!, para não acordar e levar um baita susto com uma barata atrevida dessa!


Beijos Vivian Maria

Nutrientes x Cabelos




Quais são os nutrientes que uma mulher deve consumir para evitar a queda de cabelos?


O Beta-caroteno (vegetais alaranjados e em folhas de cor verde-intensa), vitamina A (fígado, na gema de ovo, no leite em seus derivados) e B (vísceras, carnes magras, cereais integrais, legumes, grãos e nozes) ajudam na síntese de todos os tecidos do corpo, assim também são necessários para o crescimento do cabelo.
O zinco (existente nas ostras, fígado, leite e farelo de trigo) estimula a multiplicação das células, favorecendo no crescimento e fortalecimento dos cabelos.
Os aminoácidos, lisina, cisteína e prolina (encontrados em carnes), são a matéria-prima para a construção dos fios.
Uma alimentação equilibrada ajuda na boa saúde dos cabelos, mas fatores com a hereditariedade, estresse, e medicamentos têm grande influência na integridade dos fios.

Se uma mulher já sofre com a queda de cabelos quais são os nutrientes que ela deve ingerir a mais?

A perda de cabelo raramente está relacionada à Nutrição - menos de 1% dos casos. Quando esta relação existe , a causa pode ser a ingestão excessiva de vitamina A ou uma deficiência de ferro, biotina, zinco ou proteína. Estas deficiências são raras, embora o consumo excessivo de claras de ovos crus possa levar a redução de biotina.
Se a queda de cabelos for resultante de alguma dieta muito restritiva ou relacionada com as deficiências relatadas acima, uma ingestão adequada de todos esses nutrientes e também de proteínas garante a recuperação dos cabelos.

Quais são os alimentos que não devem faltar no prato de quem quer fortalecer os cabelos?

COMA BASTANTE:
Laticínios com baixos teores de gorduras, vegetais verdes e ricos em caroteno e frutas devido à vitamina A
Produtos integrais por causa da niacina
Frutas como bananas, ameixas e melancia para a obtenção de vitamina B6
Frutas secas para suprir as necessidades de vitamina C
Nozes e legumes para obtenção de biotina e zinco
Carnes magras, aves e peixes por seus altos teores de proteínas.

Qual o benefício da soja neste problema?

A soja por ser uma fonte de proteína, vitaminas do complexo B , zinco e outros minerais também pode ajudar a previnir a queda dos cabelos, porém uma alimentação variada é fundamental para que a saúde do couro cabeludo e dos próprios cabelos seja mantida.

Fonte: www.rgnutri.com.br


Aprenda a fazer a Touca de Gesso - Hidratação com Maizena

Estou postando a nova moda na web, para as mulheres que adoram cuidar da beleza de seus cabelos assim como eu; é a hidratação de maizena ou touca de gesso como também é conhecida, ainda não fiz em meus cabelos, mas irei fazer e postar aqui o resultado que obtiver. Lembrando que uma alimentação saúdavel rica  em cereais integrais, proteínas, frutas, legumes e verduras são essenciais para que seu cabelo esteja sempre lindo além dos cuidados externos. Vejam como fazer:



Ingredientes:

1 colher de sopa de maizena bem cheia
100 ml de água
1 colher de sopa de mascara capilar ou creme hidratante para o seu tipo de cabelo
1 ampola de D-pantenol ou 5ml de bepantol
1 colher de açúcar cristal

Como preparar:

1- Em uma tigela não metalica, misture a mascara capilar com o açúcar e o D-pantenol. E reserve.
2 - Em uma panela dissolva completamente a maizena na água ainda fria. Leve ao fogo baixo até engrossar, formando um creme homogeneo (mexendo sempre para não empelotar);
3- Misture o creme de maizena a mistura anterior (mascara capilar + D-pantenol+ açúcar), até homogenizar.
4- Espere esfriar e passe nos cabelos, mecha por mecha massageando bem. Coloque uma touca plástica ou térmica, e deixe agir até 30 minutos.


Obs: Para cabelos longos use 2 colheres de sopa bem cheias de maizena com 200ml de água fria e 2 colheres de mascara capilar ou creme hidratante.

Super dicas:

* Pode colocar também uma colher de açúcar, que deixa o cabelo mais pesado e dá uma 'alisada' (recomendo o açúcar cristal normal, orgânico ou refinado não fazem efeito).Se seus cabelos são finos não use o açúcar.
* Passe o creme ainda morno.
* O ideal é passar nos cabelos úmidos.
* Uma colher de sopa de óleo de amendoas para ajudar  no efeito final.



Veja um video ensinando como fazer :




Algumas dicas para hidratar seus cabelos com ampolas hidratantes:




Essa dica de beleza você não tem desculpa para não utilizar: são ampolinhas de vitaminas e compostos para o cabelo. A dermabel tem toda uma linha de ampolas, que custam em torno de 0,50R$ cada uma e são facilmente encontradas em qualquer farmácia e principalmente em perfumarias. Tenho sempre um estoque em casa de várias delas, pois são as mais baratinhas que encontrei e que dão resultado.

Como usar: O uso mais freqüente é misturado ao seu creme de hidratação favorito. Algumas pessoas passam diretamente o conteúdo da ampola no cabelo pois são sem enxágue, não achei que elas são oleosas dá para passar de 1 a 2 ampolas em cabelo de tamanho curto e médio, para cabelos longos use 3 a 4 ampolas. O segredo é massagear sempre bem o cabelo, em movimentos de sobe e desce.

As ampolas mais tradicionais são:

Pró-vitamina B5: Azulzinha. Indicada para cabelos quebradiços. A Pro-Vitamina B5 é o precursor do Ácido Pantotênico (vitamina B5), que é um constituinte natural do cabelo e dos tecidos vivos e que atua no metabolismo de proteínas, lipídios e carboidratos e na síntese da hemoglobina, do colesterol e dos esteróides. Atua na cutícula capilar, regularizando-a. É a vitamina mais usada na cosmetologia, em geral.


Ceramidas: é a ampola rosinha. Ceramidas são uma classe de lipídios, que especificamente no cabelo atuam ajudando a fechar as escamas dos fios. Atuando como barreira, elas impedem a perda de água dos fios. É um produto altamente hidratante, indicado para cabelos ressecados por química.

Queratina: Laranja. A queratina é uma proteína insolúvel, principal constituinte da epiderme, unhas, pêlos, tecidos córneos e esmalte dos dentes. Ou seja, é a principal proteina do cabelo, recobrindo as escamas dos fios. Os processos mecânicos e químicos destroem a queratina do cabelo, abrindo as escamas. Sua aplicação garante fios mais resistentes e brilhosos. Porém, muito cuidado – excesso de queratina pode endurecer seu cabelo.

Vitamina E: Verdinha. A vitamina E evita a peroxidação de ácidos graxos poliinsaturados que ocorrem em membranas por todo o corpo. Regenera tecidos. Sua ação antioxidante ajuda a combater os radicais livres. Também indicada para os cabelos secos. Tem uma excelente resposta quando aplicada sobre as pontas duplas dos cabelos.


JaborandiVermelhinha. É um óleo essencial. Possui função antiinflamatória e é estimulante do crescimento capilar. Muito indicada para queda de cabelos.

Vitamina A: Amarela. Seu cabelo anda opaco e sem brilho? Vitamina A nele! Essa vitamina atua diretamente no crescimento de cabelos e unhas.
E agora vamos a ampola mais celebrada de todos os tempos: a Ampola Azul da Alfapart: Essa ampolinha azul é de semi di lino, que nada mais é do que semente de linho. Ele atua, como as outras ampolas, no fechamento das cutículas do cabelo, mas dá um resultado de maciez incomparável. O efeito condicionante é imediato, acompanhado do brilho do cabelo.
Essa ampola pode ser usada diretamente no cabelo. Você lava o cabelo habitualmente, massageia com o conteúdo da ampola e deixa alguns minutos. Também pode ser misturada ao seu creme de hidratação normal. O cheiro dela é um pouco forte, e por isso o ideal é não usá-la inteira (o que é ótimo, porque aumenta o rendimento, já que essa ampola é um pouco mais cara, custando, em média, uns doze reais). Não esqueça que se trata de uma ampola com enxágue, senão ela pode endurecer o cabelo.




Dica: A ampola de semi di lino da Hidra Brilho é a chamada “genérica” da Alfapart, e são ambas do mesmo fabricante. A diferença que a Hidra Brilho é da Altamoda, linha mais comercial, e a Alfapart faz parte da linha profissional. Uma ampolinha da Hidra Brilho custa, em média, quatro reais (diferença boa, hein?).
Todas podem ser misturadas às receitas de máscaras…


Deem uma olhadinha neste post sobre nutrientes X cabelos, que relata a importância de sua alimentação na saúde e beleza de seus cabelos: http://nutrivivianvieira.blogspot.com/2011/05/nutrientes-x-cabelos.html
Beijos Vivian Maria

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Salmonella : Os riscos de contaminação




VOCÊ SABE O QUE É SALMONELOSE?

Salmonelose é uma doença infecciosa provocada por um grupo
de bactérias do gênero Salmonella, que pertencem à família
Enterobacteriaceae, existindo muitos tipos diferentes desses germes.
A Salmonella é conhecida há mais de 100 anos e o termo é uma
referência ao cientista americano chamado Salmon, que descreveu a doença
 associada à bactéria pela primeira vez.


COMO SE ADQUIRE?

A Salmonella é transmitida ao homem através da ingestão de alimentos contaminados com fezes animais. Os alimentos contaminados apresentam aparência e cheiro normais e a maioria deles é de origem animal, como carne de gado, galinha, ovos e leite. Entretanto, todos os alimentos, inclusive vegetais, podem tornar-se contaminados. É muito freqüente a contaminação de alimentos crus de origem animal.
O cozimento de qualquer destes alimentos contaminados mata a Salmonella.
A manipulação de alimentos por pessoas contaminadas que não lavam as mãos com sabonete,pode causar sua contaminação.
Fezes de animais de estimação, especialmente os que apresentam diarréia, podem conter Salmonella,e as pessoas em contato com estes animais podem ser contaminadas e contaminar a outras se nãoadotarem medidas rígidas de higiene (lavar as mãos com sabonete). Répteis são hospedeiros empotencial para a Salmonella e as pessoas devem lavar as suas mãos imediatamente após manusearestes animais, mesmo que o réptil seja saudável.

O QUE SE SENTE?

A maior parte das pessoas infectadas com Salmonella apresenta diarréia, dor abdominal (dor de barriga) e febre. Estas manifestações iniciam de 12 a 72 horas após a infecção. A doença dura de 4 a 7 dias e a maioria das pessoas se recupera sem tratamento. Em algumas pessoas infectadas, a diarréia pode ser severa a ponto de ser necessária a hospitalização devido à desidratação. Os idosos, crianças e aqueles com as defesas diminuídas (diminuição da resposta imune) são os grupos mais prováveis de ter a forma mais severa da doença. Uma das complicações mais graves é a difusão da infecção para o sangue e daí para outros tecidos, o que pode causar a morte caso a pessoa não seja rapidamente tratada.




COMO OS ALIMENTOS SÃO CONTAMINADOS POR ESTA BACTÉRIA? COMO EVITAR A CONTAMINAÇÃO?


Os alimentos que podem estar contaminados de forma direta por bactérias do tipo salmonella são, principalmente, carnes, aves, leite e ovos. Outros alimentos podem sofrer contaminação indireta pelas fezes humanas ou de animais que contenham essa bactéria.
A falta de higiene pessoal, na manipulação de alimentos ou a utilização de esterco em plantações de hortaliças, são fatores que podem contribuir para a contaminação dos alimentos. Verificar sempre as condições de higiene dos estabelecimentos de compras e restaurantes, ler o rótulo dos alimentos e data de validade, também são medidas importantes a serem praticadas.
É sempre bom evitar consumir ovos em receitas onde são usados crus, como gemadas ou mousses. Como opção para estas receitas, podem ser utilizadas gemas pasteurizadas de ovos.
No caso de bolos, suflês, cremes cozidos, receitas que também levam ovos crus, o consumo pode ocorrer sem preocupação, pois o calor do fogo enquanto a receita está sendo preparada, mata a bactéria salmonella e também outros microorganismos.

Dicas da nutricionista

Para garantir que a gema não permaneça crua, observe o seguinte:

- Ovo frito: fritar 3 minutos de um lado e 2 minutos de outro, a 120 ºC
- Ovo cozido: cozinhar por 7 minutos em água fervente
- Ovo pochê: cozinhar por 5 minutos em água fervente
- Ovo mexido: mexer por 1 minuto na frigideira

Outros alimentos:
- Evitar carnes cruas ou mal passadas
- Ferva o leite, principalmente os tipos A,B e C
- Lavar as verduras folha por folha em água corrente e deixar por 15 minutos em solução de água e produto à base de cloro para serem desinfetadas conforme instruções presentes na embalagem.
- Evitar o consumo de salada de maionese em restaurantes, pois nem todos utilizam o molho de maionese industrializado.

Referências: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?484

Por Vivian Maria

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Causas de anormalidades na produção de esperma e Infertilidade Masculina


Deficiência de folato em homens causa anormalidades na produção de esperma






Foi encontrada associação entre o folato e anormalidades cromossômicas no esperma de humanos. Na pesquisa publicada na revista científica Human Reproduction, os homens que consumiam menos folato (uma vitamina solúvel em água encontrada em vegetais verde-escuros) tendiam a produzir espermas com 20 a 30% mais erros genéticos do que os homens que consumiam mais folato. A recomendação atual para homens a partir de 19 anos é de 400 microgramas ao dia e os autores do estudo sugerem que casais ingiram suplementos por pelo menos três meses antes da concepção. Em adição aos suplementos, vegetais folhosos verde-escuros como espinafre são importantes já que fornecem até 100 microgramas em uma porção.



Causas da infertilidade masculina



As causas da infertilidade nos homens que buscam conceber estão relacionadas a seguir. Essas causas são baseadas em um estudo feito em 2001.
  • Vasectomia - na pesquisa, 56% dos homens buscavam reverter esse procedimento. Há 30 anos, essa causa respondia por apenas 5% dos homens em busca de ajuda para fertilidade.
  • Varicocele (14%) - uma rede de veias transporta sangue dos testículos de volta para o corpo. Se essas veias aumentarem ou incharem (semelhante às varizes nas pernas), esse quadro é chamado de varicocele e pode prejudicar a função testicular e a fertilidade.
  • Infertilidade com causa desconhecida (8%).
  • Ausência de espermatozóides (6%) - há uma série de fatores biológicos e ambientais que podem causar baixa quantidade de espermatozóides. Anormalidades na produção ou obstrução dos canais por onde os espermatozóides passam, por exemplo, podem reduzir os níveis de espermatozóides. A chamada síndrome de células de Sertoli é uma doença na qual as células que produzem espermatozóides (as células de Sertoli) estão ausentes. Isso pode ser um problema congênito ou causado por infecção, ferimento, medicação, radiação ou genética. Além disso, outras condições podem causar infertilidade em homens. 
Idade
O efeito da idade sobre a fertilidade masculina não é totalmente claro. No entanto, há indícios crescentes de que possa ser um fator (embora não na proporção que é para a mulher). Evidências demonstram que mudanças no espermatozóide, relacionadas à idade, não são abruptas, mas graduais. A idade pode afetar a quantidade e a mobilidade dos espermatozóides (a capacidade do espermatozóide nadar rapidamente e se movimentar de modo linear). Um estudo de 2006 também sugeriu que a qualidade genética do espermatozóide cai conforme o homem envelhece. Os pesquisadores descobriram que a baixa mobilidade dos espermatozóides estava associada à fragmentação do DNA. Isso aumentaria o risco de homens mais velhos transmitirem mutações genéticas que poderiam causar nanismo e possivelmente outras doenças genéticas.
Causas temporárias e de estilo de vida para baixa quantidade de espermatozóides
Quase todo tipo de estresse físico ou mental pode reduzir temporariamente a quantidade de espermatozóides. Veja a seguir algumas condições comuns que reduzem tal quantidade (na maioria dos casos, temporariamente).

Estresse emocional - o estresse pode interferir no hormônio GnRH e reduzir a quantidade de espermatozóides.

Questões sexuais - em menos de 1% dos casos, a impotência, a ejaculação precoce ou problemas psicológicos ou no relacionamento contribuem para a infertilidade masculina, embora essas condições sejam normalmente tratáveis. Lubrificantes usados em preservativos, incluindo espermicidas, óleos e vaselina, também podem afetar a fertilidade. Lubrificantes como Astroglide, Replens ou óleos minerais podem ser prejudiciais ao espermatozóide e lubrificantes à base de óleo podem danificar preservativos de látex e devem ser evitados.

Superaquecimento testicular - superaquecimento, causado por febre alta, sauna ou banhos quentes, podem reduzir temporariamente a quantidade de espermatozóides. Exposição prolongada a altas temperaturas durante o trabalho também pode prejudicar a fertilidade. Diversos estudos não identificaram conseqüências negativas na fertilidade decorrentes de se usar calça ou cueca justa, suportes atléticos (mesmo que diariamente).

Abuso de substâncias - o uso de cocaína ou o consumo exagerado de maconha parecem reduzir temporariamente o número e a qualidade dos espermatozóides em, pelo menos, 50%. Na verdade, os espermatozóides possuem receptores para determinados componentes da maconha que podem prejudicar a capacidade deles de se movimentar e de penetrar no óvulo. O álcool não parece afetar a fertilidade, a menos que seja consumido de forma abusiva, prejudicando o fígado.

Fumo - fumar prejudica a mobilidade do espermatozóide, reduz seu tempo de vida e pode causar mudanças genéticas que afetam os filhos. Um estudo de 2002 revelou que homens e mulheres fumantes têm menos chances de sucesso com tecnologias de reprodução assistida. Uma pesquisa anterior havia relatado que homens que fumam também apresentam menos desejo sexual e vida sexual menos ativa.

Desnutrição e deficiências nutricionais - deficiências em certos nutrientes, como vitamina E, vitamina C, selênio, zinco e ácido fólico, podem representar um risco à infertilidade.

Obesidade - pode ser um fator de risco para infertilidade masculina. Um estudo epidemiológico de 2006 descobriu que um aumento de cerca de 10 kg no peso do homem elevou as chances de infertilidade em cerca de 10%.

Andar de bicicleta - essa prática tem sido associada à impotência e à infertilidade masculina. A pressão do assento pode danificar veias e nervos responsáveis pela ereção. Praticar o mountain bike expõe o períneo (região entre o escroto e o ânus) a batidas e vibrações extremas, aumentando o risco de lesões no saco escrotal. Um estudo revelou que homens que praticam o mountain bike ficam muito mais propensos a apresentar anormalidades escrotais, incluindo depósitos de cálcio, cistos e veias torcidas. Homens que pedalam podem reduzir os riscos da seguinte forma:
  • fazer pausas durante a prática;
  • usar bermudas acolchoadas;
  • usar um assento especial ou acolchoado, posicionado no ângulo ideal e com a altura regulada. 
Fatores genéticos
Problemas nos genes que regulam a fertilidade e o material genético do próprio espermatozóide contribuem bastante para os problemas de infertilidade masculina. Mesmo em homens sem problemas de fertilidade, 19% dos espermatozóides apresentam defeitos genéticos. Certos quadros médicos hereditários também causam infertilidade masculina. Os próprios genes defeituosos podem ser herdados, produzidos por problemas ambientais (como exposição à radiação). Existe uma certa preocupação quanto à possibilidade dessas mutações serem transmitidas aos descendentes de homens que se submetem a técnicas de fertilização em que há retirada do espermatozóide para fecundação do óvulo (sob condições normais, seria pouco provável que um espermatozóide geneticamente anormal atingisse o óvulo e o fecundasse).

Material genético defeituoso - o esperma carrega metade do material genético necessário para gerar um ser humano. Segundo relatos, homens estéreis apresentam uma porcentagem relativamente alta de espermatozóides com o DNA (cadeia molecular que forma o gene) fragmentado ou danificado.

Fatores genéticos que afetam especificamente a produção e a qualidade de espermatozóides - anormalidades nos genes que regulam especificamente a produção de espermatozóides e sua qualidade são os principais fatores da infertilidade masculina. Algumas pesquisas sugerem que cerca de 10% dos casos de infertilidade masculina podem ser decorrentes de problemas (genéticos, principalmente) no acrossomo. O acrossomo é uma membrana de revestimento do espermatozóide (semelhante a uma ogiva) preenchida por enzimas que são críticas para a penetração do óvulo. Segundo um estudo, a gravidez fica prejudicada se 7% (ou mais) dos espermatozóides apresentarem anormalidades no acrossomo.

Doenças hereditárias que afetam a fertilidade - determinados transtornos hereditários podem prejudicar a fertilidade. 
  • Pacientes com fibrose cística freqüentemente apresentam canais deferentes ausentes ou obstruídos. Na verdade, homens cuja infertilidade é causada por problemas congênitos possuem 60% de chance de terem o gene de fibrose cística (mesmo que não apresentem a doença).
  • Pacientes com síndrome de Klinefelter possuem dois cromossomos X e um Y (o normal é um X e outro Y), causando a destruição da superfície dos canais deferentes nos testículos durante a puberdade, embora a maioria das outras características físicas masculinas não sejam prejudicadas.
  • síndrome de Kartagener, rara doença associada à posição invertida dos principais órgãos, também inclui cílios imóveis (células semelhantes a pêlos nos pulmões e sinus que possuem estrutura similar à cauda do espermatozóide). A mobilidade do espermatozóide também pode ser prejudicada nesse caso.
  • Doença policística do rim, problema genético relativamente comum que causa a formação de grandes cistos nos rins e em outros órgãos durante a fase adulta e que pode causar infertilidade como primeiro sintoma se cistos se formarem no trato reprodutivo.
Danos ambientais
Exposição a toxinas, substâncias químicas ou infecções pode reduzir a quantidade tanto por efeitos diretos sobre a função testicular como também pela alteração nos sistemas hormonais, embora as conseqüências e danos ambientais específicos envolvidos sejam normalmente controversos. Alguns especialistas acreditam que isso esteja contribuindo para uma queda mundial na fertilidade masculina.

Radicais livres (oxidantes) - também chamados oxidantes, são os principais suspeitos entre os danos ambientais e a infertilidade. Eles são moléculas instáveis (que normalmente contêm oxigênio) e são liberados como resultado de muitos processos químicos naturais no corpo. Infecções, substâncias químicas e outros danos ambientais podem produzir altos níveis dessas partículas. Altos níveis podem afetar inclusive o material genético das células. Os espermatozóides são particularmente vulneráveis aos efeitos nocivos desse processo de oxidação. Há relatos de níveis significativos de oxidantes encontrados no sêmen de cerca de 25% de homens inférteis.

Exposição a substâncias químicas que alteram os hormônios (como o estrógeno e outras) - estudos na Europa têm revelado uma piora na saúde reprodutiva masculina e um aumento nos casos de câncer nos testículos e na próstata. Muitos investigadores acreditam que causas ambientais, particularmente substâncias químicas que alteram os hormônios, podem ser a causa principal de ambos os eventos. Substâncias químicas como o estrógeno, encontrado nos pesticidas e em outros itens, são particularmente preocupantes. A extensa exposição de animais machos ao estrógeno reduziu o número de células de Sertoli (necessárias para o desenvolvimento inicial do espermatozóide). Conheça a seguir algumas substâncias químicas sob análise.

cancer de próstata
O tratamento do câncer de próstata varia dependendo do estágio da doença e pode incluir remoção cirúrgica, radiação, quimioterapia, manipulação hormonal ou uma combinação destes tratamentos.­
  • Bisfenol A - substância química amplamente usada em contêineres plásticos de comida e garrafas e que tem provocado preocupações. Possui efeitos potentes semelhantes ao estrógeno em baixas doses. O uso da substância em fêmeas de rato produziu anormalidades na próstata da prole masculina.
  • Ftaleínas - substâncias químicas usadas para amolecer plásticos. Essas substâncias estão sob investigação devido à sua capacidade de alterar os hormônios. Ftaleínas específicas que geram maior preocupação incluem o dibutilftalato e outros encontrados em muitos produtos, inclusive em cosméticos e em produtos à base de argila vendidos a crianças. Animais expostos a ftaleínas apresentam queda no número de espermatozóides e anormalidades na estrutura reprodutiva. Além disto, avalia-se a possibilidade de que a exposição da substância em mulheres grávidas possa afetar a descendência.
  • Organoclorados - compostos que combinam o cloro com substâncias orgânicas (normalmente petroquímicos). Muitos possuem efeitos similares ao estrógeno, inclusive aqueles previamente usados em plásticos (PCBs) e pesticidas (DDT e p,p-DDE). Alguns, como dioxinas e furanos, são derivados de muitos processos químicos. Felizmente, a maioria dessas substâncias químicas foi banida. Os organoclorados foram muito utilizados pela indústria antes dos anos 70 e ainda estão espalhados no meio ambiente. Segundo estudos, quando homens apresentaram um histórico de exposição moderada à alta a pesticidas contendo organoclorados, a taxa de fertilidade ficou abaixo da média em relação a homens que não sofreram exposição.
  • Bifenil policlorado (PCBs) ou p,p-DDE - estudos revelaram uma forte correlação entre altos níveis dessa substância com a queda na quantidade e na qualidade dos espermatozóides. Em um dos estudos, até mesmo homens com espermatozóides saudáveis e com altos níveis de organoclorados apresentaram quantidade de espermatozóides inferiores aos que tinham níveis mais baixos dessa substância.
A principal evidência dos estrógenos químicos sobre o hormônio foi observada em animais e pássaros. Testes com substâncias químicas contendo estrógeno demonstraram pouco risco para pessoas. Mas alguns estudos sugerem que a exposição a mais de uma dessas substâncias químicas pode ser muito prejudicial. No momento, não há indícios de conseqüência perigosa em pessoas que normalmente se exponham a essas substâncias químicas. Estudos estão sendo feitos para mensurar o possível dano causado por essas substâncias químicas.
Hidrocarbonetos e outras substâncias químicas industriais - um estudo em 2000 revelou que trabalhadores de uma fábrica de borracha expostos diariamente a hidrocarbonetos (etilbenzeno, benzeno, tolueno e xileno) apresentaram níveis inferiores à média, em termos de quantidade e qualidade de espermatozóides (um estudo em 2001 demonstrou que homens fumantes e que trabalhavam em petroquímicas apresentavam particularmente baixa qualidade de espermatozóides). Mesmo assim, nem todos os principais estudos confirmaram os efeitos dessas substâncias químicas. As evidências que demonstram efeito significativo sobre a fertilidade são irrelevantes.

Exposição a metais pesados - exposição crônica a metais pesados como chumbo, cádmio ou arsênico pode afetar a qualidade do espermatozóide. Vestígios desses metais no sêmen parecem inibir a função de enzimas no acrossomo, membrana que reveste a cabeça do espermatozóide.

Tratamentos com radiação - raio X e outras formas de radiação afetam qualquer célula que esteja se dividindo. Dessa forma, células que produzem espermatozóides são bem sensíveis a danos de radiação. Células expostas a níveis significativos de radiação podem levar até 2 anos para retomar a produção normal de espermatozóides e, em muitos casos, nunca mais se recuperam.
Baixos níveis de sêmen
Homens com problemas de fertilidade devido aos níveis baixos de sêmen na ejaculação podem ter uma anormalidade estrutural nos canais que transportam espermatozóides (uma quantidade normal de sêmen é 2,5 ml a 5 ml ou cerca de meia colher de chá).
Varicocele
Varicocele é uma veia alterada grande e torcida (varicosa) no cordão espermático que se liga ao testículo. Esse quadro é encontrado geralmente em 15% a 20% dos homens e em 25% a 40% de homens inférteis, embora ainda não seja claro como ou mesmo se afeta a fertilidade. A varicocele tende a acontecer com mais freqüência do lado esquerdo (85%). 

varicocele
Veja a seguir algumas teorias que embasam esse possível efeito da varicocele na fertilidade:
  • pode obstruir parcialmente o caminho pelo qual passam os espermatozóides;
  • pode elevar a temperatura nos testículos;
  • pode produzir altos níveis de óxido nítrico, substância que possui efeitos benéficos sobre o fluxo sanguíneo e outras funções, mas que, em excesso, prejudica os espermatozóides;
  • pode bloquear o estoque de oxigênio dos espermatozóides;
  • têm sido associada a anormalidades no material celular do espermatozóide. Um estudo sugere que alguns homens podem ter defeitos genéticos que causam tanto varicocele como danos no espermatozóide (em vez da varicocele isoladamente causando infertilidade).
Alguns relatórios indicam que apenas as varicoceles grandes o suficiente para serem sentidas (apalpadas) podem afetar a fertilidade. No entanto, um estudo feito por 8 anos em homens com e sem varicoceles não encontrou diferenças na qualidade do espermatozóide ou na capacidade de conceber. Além disso, os poucos estudos sérios sobre recuperação de varicoceles sugerem que o procedimento não eleva taxas de gravidez. A conseqüência sobre a fertilidade ainda é incerta.
Deficiências na testosterona e no hipogonadismo
Hipogonadismo é o nome de uma grave deficiência no hormônio que libera gonadotropina (GnRH), principal hormônio do processo que libera a testosterona e outros importantes hormônios reprodutivos. Baixos níveis de testosterona, independente da causa, podem originar problemas na produção de espermatozóides.

O hipogonadismo é incomum e mais freqüente no momento do nascimento, geralmente resultado de raras doenças genéticas que afetam a hipófise, incluindo deficiências especificas nos hormônios HFE e LH, síndrome de Kallman ou panhipopituitarismo (caso em que a glândula hipófise falha na produção de quase todos os hormônios). O hipogonadismo pode se desenvolver posteriormente decorrente de tumores no cérebro ou na hipófise ou como resultado de tratamentos com radiação. Defeitos nos genes do cromossomo X que regulam os receptores ligados aos andrógenos (hormônios masculinos) também podem ser importantes causas da infertilidade masculina.

infertilidade masculina
Auto-anticorpos
Auto-imunidade é uma condição na qual os anticorpos atacam células especificas do corpo, confundindo-as com micro-invasores externos. No caso da infertilidade masculina, os chamados auto-anticorpos (anticorpos próprios) atacam os espermatozóides. Os anticorpos se unem a partes especificas do espermatozóide, como cabeça ou cauda e, dependendo do local, causam vários problemas:
  • os espermatozóides aglutinam
  • os espermatozóides falham na interação com o muco cervical
  • os espermatozóides se tornam incapazes de penetrar o óvulo 
Alguns especialistas acreditam que, na maior parte dos casos, a presença de anticorpos não evita a concepção, a menos que uma grande porcentagem de espermatozóides esteja afetada.
Vasectomia e anticorpos antiesperma - a vasectomia é o principal procedimento de esterilização masculina e é a causa mais comum de auto-anticorpos (também chamados de anticorpos antiesperma). Especialistas acreditam que seu desenvolvimento acontece da seguinte forma:
  • a vasectomia atua sobre os ductos deferentes, tubo que carrega espermatozóides dos testículos até a uretra (que, por sua vez, expele-os do pênis);
  • depois da vasectomia, o espermatozóide continua sendo produzido, mas em vez de ficar confinado no sistema reprodutor, ele é absorvido pelo corpo;
  • o sistema imunológico pode identificá-los como invasores externos e criar anticorpos para atacá-los. 
Tais anticorpos freqüentemente permanecem, mesmo se o homem resgata o fluxo de espermatozóides através de um procedimento de reversão bem sucedido (vasovasostomia). A permanência de anticorpos antiespermatozóides pode resultar em infertilidade.

vasectomia
Outras causas de auto-anticorpos - anticorpos contra os espermatozóides também podem surgir em homens que não se submeteram à vasectomia. Relata-se que 10% dos homens com problemas de fertilidade apresentam auto-anticorpos. Eles podem estar ligados a infecções genitais ou ferimentos, embora a causa ainda seja desconhecida.
Ejaculação retrógrada
A ejaculação retrógrada acontece quando os músculos da uretra não pulsam adequadamente durante o orgasmo e os espermatozóides são empurrados para trás, sendo expelidos na bexiga em vez de na uretra. A qualidade do espermatozóide é freqüentemente prejudicada.

A ejaculação retrógrada pode ser conseqüência de diversas condições:
  • cirurgia na parte inferior da bexiga ou da próstata (principal causa da ejaculação retrógrada)
  • diabetes
  • esclerose múltipla
  • cirurgia na coluna
  • dano na medula espinal 
Medicamentos como calmantes, determinados antibióticos e remédios contra hipertensão também podem causar ejaculação retrógrada temporária.
Síndrome disgenésica testicular ou anormalidades estruturais
Qualquer anormalidade estrutural que afete os testículos, ductos e outras estruturas reprodutivas podem ter um efeito profundo sobre a fertilidade.
Síndrome disgenésica testicular - ocorrência observada recentemente em três quadros: produção e qualidade prejudicadas de espermatozóides, câncer testicular e anormalidades no trato genital. Acredita-se que fatores ambientais que aumentem os danos causados por oxidantes sejam responsáveis.
As anormalidades genitais identificadas nessa síndrome são testículos retidos e hipospádia, ambos associados à infertilidade.
  • Testículos retidos (criptorquidia) - em alguns casos, os testículos ficam retidos no abdome (e não no saco escrotal) durante a vida fetal. A criptorquidia está associada a danos que podem ser de leves a graves na produção de espermatozóides. Um levantamento demonstrou que 38% dos homens que tinham os dois testículos retidos e 10% dos que tinham um testículo retido eram inférteis, comparados aos 5% de homens que apresentavam testículos normais. Mesmo um testículo retido pode prejudicar a fertilidade. Na criptorquidia, os testículos são expostos à alta temperatura corporal interna, mas isso não explica totalmente o dano que pode acontecer na produção de espermatozóides (homens que sofrem desse problema devem saber que mesmo que o testículo seja cirurgicamente movido para o saco escrotal, o risco de desenvolver câncer testicular aumenta significativamente, exigindo auto-exames preventivos e visitas regulares ao médico).
  • Hipospádia - defeito congênito no qual a abertura urinária fica na parte de baixo do pênis, impedindo que o espermatozóide atinja o colo uterino se não for cirurgicamente corrigido. 

testículos

hipospádia
Obstrução nos canais que conduzem espermatozóides - alguns homens nascem com uma obstrução no epidídimo ou nos dutos ejaculatórios, ou ainda, com outros problemas que afetam posteriormente a fertilidade. Uma pesquisa relatou que 2% dos homens em busca de tratamento não tinham ductos deferentes. 

Anorquia - trata-se de uma condição muito rara na qual o homem nasce sem os dois testículos. 

Siringomielia - trata-se de uma doença na medula espinhal que impede totalmente a ejaculação (aspermia).
Câncer e tratamentos
Os índices de natalidade entre pessoas que sobreviveram ao câncer é de apenas 40% a 85% das taxas normais. Freqüentemente, determinados tipos de câncer (particularmente o testicular) impedem, de maneira grave, a produção de espermatozóide. Tratamentos de câncer como quimioterapia e radioterapia podem danificar a qualidade e a quantidade dos espermatozóides, causando infertilidade. Quanto mais próximo o tratamento com radiação estiver dos órgãos reprodutivos, maior é o risco de infertilidade. Felizmente, mesmo que o homem fique sem produzir espermatozóides por até 5 anos após a terapia, alguns eventualmente recuperam sua capacidade de produção de espermatozóides. A quimioterapia com drogas que danificam a função reprodutiva tende a ser mais nociva em termos de fertilidade aos homens do que às mulheres. Novos medicamentos têm colaborado para melhorar as taxas de fertilidade.
Homens adolescentes e adultos em tratamentos de câncer, que desejam ser pais, devem considerar o congelamento de espermatozóides para uso posterior através de terapias de reprodução assistida. Essa técnica é chamada de criopreservação de espermatozóides. É um método recomendado pela Associação Americana de Oncologia Clínica por apresentar as melhores chances de sucesso em homens que sobreviveram ao câncer. No entanto, estocar espermatozóides não é recomendado para garotos pré-adolescentes que fizeram tratamento para leucemia durante a infância. Pesquisadores estão investigando formas para que o transplante de células tronco possa um dia ajudar essas crianças a recuperar a fertilidade e, ao mesmo tempo, evitar reincidência da leucemia.
Infecções
Há certas controvérsias sobre os efeitos de infecções na infertilidade. Detectar simplesmente a presença de uma infecção em um homem infértil não quer dizer necessariamente que exista uma relação do problema com a própria infertilidade. Segundo alguns especialistas, a resposta da imunidade a certas infecções pode liberar elementos inflamatórios e oxidantes, desestabilizando quimicamente partículas que podem danificar o espermatozóide. No entanto, o exato impacto desse processo sobre o espermatozóide não é claro. Infecções podem alterar a fluidez do sêmen e a mobilidade do espermatozóide, embora normalmente sejam efeitos temporários. Veja a seguir as infecções mais relevantes para a infertilidade.

Doenças sexualmente transmitidas - infecções como Chlamydia trachomatis reincidente ou gonorréia são as mais associadas à infertilidade masculina. Tais infecções podem causar feridas e bloquear a passagem dos espermatozóides. O vírus do papiloma humano, que provoca verrugas genitais, também pode prejudicar os espermatozóides.

Micoplasma - trata-se de um organismo infeccioso que parece reter as células dos espermatozóides, provocando menor mobilidade.

Caxumba - quando a caxumba acontece depois da puberdade, danifica 25% dos testículos dos homens afetados pela doença (Interferon, uma droga anti-viral, pode impedir a infertilidade em adultos homens com caxumba aguda, mas o medicamento é extremamente tóxico, por isso, cautela é essencial).

Infecções nas glândulas do trato urinário ou genital - infecções em glândulas que podem afetar a fertilidade incluem prostatite (na glândula da próstata), orquite (inflamação nos testículos), vasculite seminal (nas glândulas que produzem sêmen) ou uretrite (na uretra), talvez alterando a mobilidade dos espermatozóides. Mesmo depois de tratamento bem sucedido com antibiótico, infecções nos testículos podem deixar cicatrizes em tecidos, bloqueando o epidídimo.
Outras condições associadas à infertilidade
Condições de saúde - outras condições de saúde que podem afetar a fertilidade masculina incluem qualquer dano importante ou grande cirurgia, diabetes, HIV, doenças na tireóide, síndrome de Cushing, infarto, insuficiência hepática (do fígado) ou renal (dos rins) e anemia crônica.

Medicamentos
Os efeitos de medicamentos sobre a qualidade e quantidade de espermatozóides ainda não foram analisados rigorosamente. Muitos medicamentos são normalmente prescritos sem a informação de eventual dano à fertilidade. Esteróides anabolizantes (usados com freqüência por praticantes de musculação e outros atletas) merecem atenção especial por serem conhecidos por prejudicar a produção de espermatozóides. Entre outras drogas que podem afetar a fertilidade estão a cimetidina, sulfasalazina, salazopirina, colchicina, metadona, metotrexate, fenitoína, corticosteróides, espironolactona, tioridazina e bloqueadores do canal de cálcio.


Fontes:
Deficiência de folato em homens causa anormalidades na produção de esperma:European Society for Human Reproduction and Embryology
http://andreiatorres.blogspot.com/search/label/Gesta%C3%A7%C3%A3o?updated-max=2009-03-18T14:39:00-03:00&max-results=20
Fonte da figura 1 de bebes: http://www.theistsunited.com/wallpapers/1024x768/wallpaper_Cration_Man_Baby.jpg

Causas da Infertilidade Masculina: http://saude.hsw.uol.com.br/infertilidade-masculina3.htm


Postado por Vivian Maria